Sintomas de algo por definir

Não sei. Não sei o que se passa na minha pobre cabeça... Os sentimentos parecem (ou, estão mesmo) estar excitados com algo de novo, no meu antes, monótono presente. Saltam tão alto, como se tivessem um trampolim a ajudá-los a subir mais alto, mas não têm! Espantoso o quanto eles se erguem quando estão felizes. É lindo de observar pois, como tudo que é novidade é deslumbrante, eles também o são quando estão encantados. E queria agradecer, não só aos sentimentos que, voltaram a trazer vida às minhas noites repletas de pensamentos, pois estavam à já algum tempo escondidos com medo. Mas, também ao que os fez despertar para uma nova realidade. Uma nova realidade que pode nem ser risonha, pode-se até revelar e, não ser nada do que espero, mas isso, apenas o tempo me trará a resposta que tanto anseio.
Apenas sei que, estes saltitões não podem continuar assim! Definitivamente que não! Se continuarem, que seja por lhes terem ajudado. Talvez com algo que ajude a saltar mais alto. Mas não porque se tornaram uns "sem-medo" ou, porque não conseguiram parar. Que não seja por lhes terem tirado o mínimo que precisavam para saltitar. Pois, não desejo que eles caiam. Não desejo que lhes roubem o chão... Só se lhes derem uma cama para eles puderem repousar, e deitarem-se (...) mais uma vez.


(Fotografia: Maria Antunes)


Quem me dera estar neste momento a sentir alguma coisa. Um foco quente no frio. Uma paixão. Mas essa não quer aparecer. Vai aparecendo uma vez por outra só para me lembrar que sou um ser humano. E que sou, também, um ser bastante normal. Nunca tinha sentido isto, mas parece que o passado desapareceu! Não sei que nome tem cada sentimento, porque não os sinto. Não sinto nada, não sinto emoção. Apenas sinto-me.
Uma viagem ao passado só me faz lembrar de momentos felizes e menos felizes que tive, nada mais. Nada mais do que apenas uma convivência entre pessoas. Não me quero enganar, mas também não quero ficar com o coração no lixo... Às vezes gostava de me iludir (...) Gostava de puder sentir... como já me senti... e não me lembro... Não me quero antecipar (não há nada para me antecipar, apenas o digo porque fica bem), mas também não quero ficar na espera, de que um dia, a sorte grande me saia! - porque não sai.

(Uma quebra no que dizem ser perfeito...)

Um pê, um éle, um esse e um é.

Sentei-me na secretária, liguei o computador e, abri o blog. Quantas pessoas estarão a fazer exactamente o mesmo que eu, neste momento? Será que é uma coincidência, ou é como um ADN, uma cena pessoal que te representa, e não há igual? Quantas pessoas estarão a pensar o mesmo que eu? É tão giro pensar que entre quase sete mil milhões de pessoas, eu conheci-te. A ti e a toda a gente a quem digo "Olá" por simpatia ou por amizade. Quantas pessoas estão, neste momento, a chorar por alguém, a rir com amigos, a morrer, a nascer, ou a lutar pela vida enquanto algumas querem, desesperadamente, morrer? Opostos, contrários, inversos. É uma escolha do momento? Huum... deve ser. Mas nós que somos saudáveis, reclamamos por vezes uma das escolhas que fizemos, pois está errada? Quando há tantas pessoas piores que nós? Bem piores, reforço. E, nós tão hipócritas que somos, desejamos a vida de um famoso de Hollywood só porque... é famoso. E não nos interessa a felicidade interior. Se calhar, o tão famoso actor, era um frasco de vidro que caiu por não ter segurança, e agora é um casco. Como é viver rodeada de fotógrafos malucos por uma fotografia nossa? Não haver privacidade para poder ir brincar com o filho? Que sufoco. Que desilusão.
"Ele escolheu assim, mas cabe a cada um fazer as suas próprias decisões do futuro. Se eu quiser ser assim, só me resta trabalhar por isso, e não esperar que o improvável caia do céu... como se eu tivesse superpoderes para gastar."
Um pensamento, uma lágrima, um sorriso, um envolvimento.

O mundo poderia ser tanto (...) Mas não o é!

Os dias são traiçoeiros comigo. Pregam-me rasteiras que não consigo prever. Inocentemente, aproximo-me de algo e acabo sempre por cair, sem apoio nenhum, num chão cheio de facas. Não consigo perceber! Porquê é que se dão ao luxo de ser más pessoas com desejos de ver alguém a sofrer? Ou, a morrer por dentro, graças a elas, ou outra coisa qualquer, e, nada fazerem! AJUDA? Essa palavra não existe no vosso reduzido dicionário? Porra não é apenas receber, seus egoístas!

As pessoas têm direito a falar…



As pessoas têm direito a falar
Quando são subestimadas,
Esmagadas e insultadas.
Todas têm direito a reclamar …

As pessoas têm direito a falar
E não só. Podes gritar!
Grita o que quiseres
Porque és livre de falar.

Podes falar até me doer os ouvidos,
Mas fala!
Fala quando quiseres, porque:
As pessoas têm o direito a falar.

Fala comigo, fala com ela, ou com ele.
Fala com o teu interior.
Encontra-te! E diz finalmente o que queres,
Porque TU tens o direito de falar.

Hoje é o dia da criança

Um dia como os outros, porque realmente ninguém liga a estes dias! Ou ligam? Ai! Eu falo por mim que, estes dias inventados, não surgem nada de novo em mim. Nem uma mudança pequenininha. É que … não são precisos! Um certo dia é quando nós quisermos, e não, quando dizem que é. Para mim são todos uma questão de marketing e não para referir um determinado acontecimento!
O dia da mãe, do pai, dos avós, da árvore, do leite, dos NAMORADOS! É que sinceramente quem é que se lembrou de fazer isso? É para lembrar os (bons) solteiros que estão “sozinhos”? Ou para lembrar os esquecidos que têm, de vez em quando, dar um presente à sua doce namorada? Que ignorantes! É estúpido que enerva! A partir de hoje, ao fim de cada dia, escrevo no meu famoso caderno amarelo o que sobressaiu nos meus rigorosos dias. E em cada ano vou ler o que corresponde a cada dia; e vou fazer desse sentimento o meu dia. Por exemplo, hoje: revolta.

(Capturada por: Mary)